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Brasil é o 5º país em número de pessoas que usam a internet

Publicado por Processocom em Julho 2, 2009

Notícias/FNDC  24/06/2009

Estudo feito pela Everis, consultoria multinacional de negócios e tecnologia da informação, em parceria com a Escola de Negócios da Universidade de Navarra (IESE Business School), e tomando como base as estatísticas da União Internacional das Telecomunicações (ITU), o Brasil é o 5º país do mundo em número total de pessoas que navegam na internet. E soma metade dos acessos da América Latina à rede mundial.

Os países que concentram um número maior de usuários de internet em todo o mundo são China (285 milhões), Estados Unidos (234,4 milhões), Japão (89 milhões) e Índia (86,2 milhões). Somados à Alemanha, o país europeu de maior número de usuários (61,9 milhões), correspondem a mais da metade do total mundial, quase 833 milhões (51,4%).

Dos 44 países avaliados entre 2000 e 2008, nove aumentaram seu número de usuários a um ritmo superior a 40% por ano. Brasil, Colômbia, Cuba e Paraguai são os latinos entre eles. No geral, Paquistão e Marrocos apresentaram os crescimentos mais velozes, 57,5% e 56,2% por ano, respectivamente.

O estudo também revelou que, em 2008, 62% dos acessos a internet no mundo foram feitos por banda larga. A América Latina apresenta a maior porcentagem, 79,2%. Entre os países avaliados, 19 têm mais de 90% das conexões em banda larga. A Coréia tem 100%, Suíça, França, Estados Unidos e Portugal têm 99% ou mais e Espanha tem 96,8%. O Chile é o único país latino-americano nessa categoria, com 97,5% de suas conexões feitas por banda larga.

A maior parte dos países da América Latina está na faixa entre 70% a 80% dos seus acessos feitos por banda larga. Em primeiro lugar, Colômbia (88,8%), seguido de Venezuela (85,4%), Brasil (84,9%), Uruguai (80,1%), México (80%) e Argentina (72,4%). (Da redação, com agências)

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Recursos da BBC podem ser destinados à projeto de banda larga na Inglaterra

Publicado por Processocom em Junho 18, 2009

16/06/2009 |Redação Portal Imprensa

Com o objetivo de universalizar o acesso à banda larga até 2010 na Inglaterra, o governo do país pode deixar de destinar recursos à rede britânica BBC para financiar as conexões rápidas à Internet.

De acordo com o ministro britânico das Comunicações, Stephen Carter, para ampliar a cobertura para os 15% de domicílios que ainda não têm acesso a conexões de banda larga de 2 megabits por segundo, deverão ser gastos cerca de 200 milhões de libras.

A maior parte desse valor viria do dinheiro que atualmente é concedido à BBC. Por ano, cerca de 3,6 bilhões de libras são destinados à rede; o montante vem de um imposto pago por todos os domicílios na Grã-Bretanha que possuem aparelhos de TV.

Anteriomente, esse fundo ia para um programa que ajudava idosos a trocarem suas televisões analógicas para digitais. Como o dinheiro não foi usado, deve ir para a banda larga, informou a agência de notícias Reuters.

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Grã-Bretanha planeja acesso universal a internet de alta velocidade

Publicado por Processocom em Junho 18, 2009

16/06/2009 |Redação O Globo Online

LONDRES – O primeiro-ministro britânico disse nesta terça-feira que o acesso universal à banda larga é parte de um plano para estimular o setor tecnológico do país, alegando que o acesso de alta velocidade à rede se tornou “tão indispensável como a eletricidade, o gás e a água”.

Gordon Brown afirmou que os investimentos em tecnologia digital atualmente são tão importantes quando eram no século XX a construção de estradas, ferrovias e pontes.

O primeiro-ministro escreveu um artigo sobre o tema no Times de Londres, antecipando o tema discutido no site do governo, Digital Britain. No artigo, ele revela que vai propor importantes investimentos em conexões de banda larga e sugere políticas destinadas a criar empregos no setor de informação e comunicações.

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Inglaterra quer universalizar conexão banda larga até 2010

Publicado por Processocom em Junho 18, 2009

16/06/2009 | Reuters

O governo da Inglaterra informou que pretende universalizar o acesso à banda larga até 2010 e planeja usar um imposto para financiar as conexões rápidas à internet, ao revelar planos que devem exigir uma parte dos recursos que hoje são destinados à empresa de mídia BBC.

A BBC recebe 3,6 bilhões de libras (quase R$ 11,5 bilhões) de um imposto pago por todos os domicílios na Grã-Bretanha com aparelhos televisores. Esse dinheiro nunca antes teve de ser repartido, e a rede indicou que manifestará sua oposição a quaisquer planos para realocação dos recursos.

O ministro britânico das Comunicações, Stephen Carter, afirmou que cerca de 200 milhões de libras (ou R$ 634 milhões) terão que ser gastos com a ampliação da cobertura para os 15% de domicílios que atualmente não têm acesso a conexões de banda larga de 2 megabits por segundo.

A maior parte desses 200 milhões de libras viria do dinheiro que atualmente é concedido à BBC. Os fundos estavam anteriormente ligados a um programa para ajudar idosos a trocarem suas televisões analógicas por digitais, mas o dinheiro não foi usado.

A empresa de telecomunicações BT deve ter um papel importante na ampliação da banda larga por meio de uma série de tecnologias já existentes.

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Seminário de Metodologias Transformadoras na Venezuela

Publicado por Processocom em Junho 18, 2009

Na próxima semana, nos dias 25 e 26 de junho, alguns integrantes da Rede Amlat participarão do Seminário de Metodologias Transformadoras, organizado pela Universidad Bolivariana de Venezuela. O tema deste seminário é “Tejiendo la rede en Comunicación, Educación, Ciudadanía y integración en América Latina”.

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Brasil sobre duas posições em ranking de produção científica e chega a 13º do mundo

Publicado por Processocom em Maio 23, 2009

Do JC e-mail 3755, de 06 de maio de 2009

Entre 2007 e 2008, a publicação de artigos em periódicos indexados subiu mais de 50% e permitiu que o país superasse Rússia e Holanda. Anúncio foi feito nesta terça-feira, 5 de maio, pelo ministro Fernando Haddad, na Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

O ministro da Educação, Fernando Haddad, divulgou nesta terça-feira, durante sessão conjunta da ABC e da SBPC, os números da base de dados National Science Indicators (NSI), que registram o bom desempenho do Brasil no ranking mundial da produção de conhecimento.

O país apresentou, entre 2007 e 2008, o maior crescimento entre todos os países: passou de pouco mais de 19 mil para cerca de 30 mil artigos publicados em periódicos científicos indexados. Ultrapassou a Rússia e a Holanda e chegou a 13º melhor produtor de conhecimento do mundo, contribuindo com 2,12% dos artigos de 183 países. “É o maior crescimento da história do país, um feito notável da academia brasileira, que abre um novo horizonte”, disse o ministro.

Haddad atribuiu o resultado principalmente à atuação dos ministérios da C&T e Educação pela melhoria de todos os níveis de ensino, com medidas como a expansão das universidades, a recuperação do valor e aumento do número de bolsas concedidas pelo CNPq e pela Capes e a valorização dos profissionais do magistério.

O presidente da Capes, Jorge Guimarães, disse que esperava que o Brasil ultrapassasse a Rússia este ano, mas não a Holanda. Para ele, se o ritmo de crescimento de publicações for mantido, é possível que em 2010 o país ganhe mais uma posição no ranking. Para entrar no grupo dos 10 maiores produtores de conhecimento, o Brasil precisar superar Coréia do Sul, com cerca de 35 mil artigos, Austrália (36,7 mil) e Índia (38,7 mil).

Os EUA lideram a lista, com 340 mil artigos publicados, seguidos da China (112,8 mil), Alemanha (87 mil) e Japão (79 mil). Completam, junto com a Índia, o ranking dos 10 melhores Inglaterra (78 mil), França (64 mil), Canadá (53 mil), Itália (50 mil) e Espanha (41,9 mil).

Apesar de comemorar o resultado, Guimarães alerta que o país ainda não cresce da mesma forma em termos qualitativos – ou seja, conforme o número de citações do artigo em outras publicações. “Com relação à qualidade estamos entre os 30 maiores, mas precisamos avançar nesse componente”, avalia.

Ele ressalta ainda que é preciso enfrentar os problemas no ensino básico. “Na verdade, o avanço que fizemos na pós-graduação resulta da perversidade na educação básica, porque você pega os melhores. Temos 4.200 bolsistas no exterior e nenhum fracasso. Se a educação básica melhorar, nosso desempenho será muito maior”, reflete Guimarães.

O ministro Fernando Haddad disse que os feitos da pós-graduação precisam não apenas contribuir para a melhoria do ensino básico, mas também devem ser aplicados na produção com alto valor agregado. Segundo ele, a Lei de Incentivo à Pesquisa, regulamentada no ano passado, pode ser um mecanismo importante nesse sentido.

“Essa lei, que começa a sair do papel, tem o objetivo primordial de traduzir esse conhecimento em aumento da produtividade e do valor agregado de nossa produção, tanto para consumo próprio como para exportação”, observou Haddad.

O ministro informou que o investimento no primeiro ano de vigência plena da lei foi de R$ 20 milhões. “Nossa expectativa é chegar à cifra de R$ 150 milhões em renúncia fiscal para este fim específico”, disse Haddad, que participou da sessão ao lado dos presidentes da ABC, Jacob Palis, e da SBPC, Marco Antônio Raupp.

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Inusitado aumento da produção científica

Publicado por Processocom em Maio 14, 2009

POR ROGERIO MENEGHINI

Não fazia eco em mentes perscrutadoras por dever de ofício a explicação de que o aumento se devia à política federal de fomento

Foi um choque para milhares de pesquisadores científicos brasileiros ler a reportagem da editoria Ciência desta Folha no dia 6 de maio. Ela relatava a divulgação do ministro da Educação, Fernando Haddad, de que a produção científica brasileira tinha crescido 56% de 2007 a 2008, segundo a mundialmente reconhecida base internacional de dados Thomson Reuters-ISI.
Um choque que não era propriamente de contentamento, mas de estupefação. Acostumados com a lida de números em suas pesquisas e familiarizados com o curso modesto dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil, era difícil encontrar uma explicação para o aumento inusitado em nível mundial em um ano, levando o país para a 13ª posição entre as nações na publicação de artigos científicos.
O portal de periódicos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, órgão do Ministério da Educação) que permite o acesso ao ISI provavelmente teve um de seus maiores níveis de visitas, no anseio dos pesquisadores de constatar se o aumento era de fato o anunciado. E era.
Porém, a explicação do ministro e de algumas autoridades presentes ao evento da divulgação, de que o aumento se devia à política em nível federal de fomento à pesquisa, não fazia eco em mentes perscrutadoras por dever de ofício.
Muitas hipóteses foram levantadas, havendo até colegas que ironizavam ser um evento raro de desova de artigos científicos engavetados, como a desova de tartarugas marinhas. Por estar numa função que permite maior descortínio da produção científica, a explicação para o fato não me demorou. A base de dados Web of Science-ISI, utilizada nessa pesquisa, mostrou, sim, um aumento que o Brasil liderou: o de revistas científicas nacionais indexadas nessa base.
Em 2006, eram 26. Essa quantidade passou para 63 em 2007 e para 103 em 2008. Um aumento insólito, em contexto mundial: o número quadruplicou em dois anos! Qual seria a explicação para isso? A Thomson Reuters-ISI é uma empresa comercial, visando lucro, mas buscando manter a imagem de indexar o núcleo das melhores revistas científicas do mundo (10 mil entre 100 mil). Segundo a própria empresa, a sua política de seleção continua sendo a de medir o impacto por meio das citações dos artigos das revistas, mas iniciou um procedimento de espraiar o universo das revistas do ponto de vista regional e temático.
O Brasil certamente marcou ponto nos três itens. Com isso, o número de artigos em suas revistas aumentou de 4.056, em 2007, para 12.502, em 2008. Ou seja, um aumento de 8.446 artigos, devido ao aumento de revistas e também ao maior número de artigos por revista, uma vez que a indexação no ISI exerceu maior atração sobre os autores.
Isso significa que cerca de 80% do aumento de artigos anunciado pelo ministro Haddad advieram de um setor em que o governo federal investe de forma absolutamente inexpressiva: R$ 10 milhões em 2008, divididos entre o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Capes, para cerca de 240 revistas nacionais. Isso representa cerca de 0,4% dos orçamentos das duas instituições. Para comparação, os Estados Unidos gastam 200 vezes mais em revistas científicas.
A única iniciativa brasileira para melhorar as suas revistas, além da dedicação dos editores, é o programa SciELO (www.scielo.br), criado em 1997 por meio de uma parceria entre a Fapesp (Fundação de amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a Bireme (Biblioteca Virtual em Saúde).
SciELO exerce no Brasil um papel semelhante ao do ISI, o de indexar as melhores revistas brasileiras, selecionadas por critérios de qualidade, mas vai além, pois disponibiliza os artigos com textos completos em acesso aberto. Hoje são 205 revistas.
É importante frisar que, das 103 revistas brasileiras indexadas no ISI mencionadas acima, 81 estão na base SciELO. O orçamento executado do programa para 2009 é de R$ 2,5 milhões, 80% provenientes da Fapesp (recursos do Estado de São Paulo) e 10% do CNPq (recursos federais). Tem-se assim a história real do aumento expressivo da produção científica brasileira em 2008 na base ISI.

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Boal está vivo!

Publicado por Processocom em Maio 4, 2009

Boal detestava a mediocridade, o servilismo e o silêncio dos que fingem que não vêem o que se passa. Era um homem direto e franco, sem jamais perder a ternura dos bons. Certamente, depois de morto, será ainda mais reconhecido, na nossa trágica tradição de valorizar mais os mortos do que os vivos.

Por Luís Carlos Lopes – Carta Maior de 03-05-2009

Canalhas de todo o mundo não fiquem alegres. Boal está vivo! Vocês que torturaram o seu corpo, que infamaram seu trabalho, jamais venceram ou vencerão. Podem causar danos, adiar projetos, mas não conseguirão impedir que exista espaço para gente talentosa e com forte postura ética. Pobres de vocês, que jamais serão conhecidos pela honestidade e pela solidariedade com os demais membros da espécie humana.

É verdade que ele se foi, que não mais o veremos no plano físico, entretanto, ele jamais morrerá no coração de todos os oprimidos da face da Terra. Os seus 78 anos bem vividos foram suficientes para ele dizer a que veio e deixar um legado imortal de um brasileiro, carioca, suburbano, revolucionário e doce como goiabada.

Vocês que nunca o compreenderam e nem fizeram questão de melhor conhecê-lo, não sabem o que perderam. Pessoas como ele não existem em cada esquina. Simples, profundo e companheiro de todos que possuem o espírito livre e a consciência no lugar. Boal jamais foi arrogante como vocês. Nunca disse que sabia mais do que ninguém. Não precisava de marketing pessoal e nem de tietagem comercial.

Sua presença bastava e se impunha por si só, em tudo o que fazia no Brasil e no exterior. Deixou uma legião de admiradores e formou gerações de pessoas interessadas em contribuir para a construção de sociedades mais justas. Sua fama correu mundo, bem como o respeito pelo seu trabalho. Nada pedia pelo que fazia. Recebeu até poucas homenagens, considerando a grandeza de sua intervenção no mundo da vida.

Certamente, depois de morto, será ainda mais reconhecido, na nossa trágica tradição de valorizar mais os mortos do que os vivos. Não importa. Ele era o próprio teatro, e ele continuará a usar suas peças e, sobretudo, seu método e seus infindáveis ensinamentos. Estes retiravam material da alegria de estar vivo e de olhos abertos. É verdade, Boal detestava a mediocridade, o servilismo e o silêncio dos que fingem que não vêem o que se passa. Era um homem direto e franco, sem jamais perder a ternura dos bons.

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Unicentro lança portal da Mídia Cidadã 2009

Publicado por Processocom em Maio 4, 2009

A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), de Guarapuava (PR), colocou no ar o portal Mídia Cidadã 2009topo, com as informações iniciais acerca da 5ª Conferência Brasileira de Mídia Cidadã (Mídia Cidadã 2009), a ser realizada de 8 a 10 de outubro de 2009.

O evento, que deve reunir representantes de mais de 200 ONGs, institutos, empresas, fundações, instituições de ensino superior, dentre outros, é uma realização conjunta entre a Unicentro e a Cátedra Unesco/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, com patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF).

A programação inclui palestras, grupos de trabalho (GTs), atividades culturais, mostras de vídeos e a 2ª Feira Nacional de Mídia Cidadã. Situada a 250 km de Curitiba, Guarapuava está no centro geográfico do Estado e recebe a Mídia Cidadã 2009 depois de ter sua candidatura aprovada no ano passado, quando da 4ª Conferência, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O prazo para submissão de trabalhos será entre o final de junho e meados de agosto. Vídeos poderão ser remetidos até o início de setembro. Os papers mais significativos deverão ser incluídos em um livro a ser lançado durante o próprio congresso.

Outra inovação é que a sessão plenária, no encerramento da Conferência, deverá resultar na formação da Rede Nacional Pró-Mídia Cidadã (nome provisório).

Interessados em obter mais informações podem enviar e-mail para midiacidada2009@ unicentro. br ou telefonar para (42) 3621-1060 / 3621-1088, com os professores Ariane Carla Pereira, Layse Nascimento e Márcio Fernandes.

Sobre as Conferências Brasileiras de Mídia Cidadã 2009

As Conferências Nacionais de Mídia Cidadã são uma iniciativa da Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional que visam reunir pesquisadores, militantes dos movimentos sociais, estudantes de Comunicação, jornalistas, comunicadores comunitários e demais representantes da sociedade civil para dialogarem sobre o papel dos meios de comunicação – ação indispensável para a concretização de uma sociedade que supere a democracia representativa e construa as bases de uma democracia participativa.
Assim, as três primeiras edições foram realizadas na e pela própria Universidade Metodista nos anos de 2005, 2006 e 2007. Ano passado, a Conferência foi deslocada para o Recife, onde foi realizada na e pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Agora, dando continuidade ao processo de capilarização da iniciativa para todo o território nacional,  efetivando a própria missão institucional da Cátedra Unesco/Umesp que é disseminar a Comunicação voltada para o desenvolvimento regional, o evento vem para o Sul do Brasil, especificamente para Guarapuava (PR), na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) onde será realizada, entre os dias 8 e 10 de outubro, a V Conferência.
O objetivo central do Mídia Cidadã 2009 é promover o diálogo entre as pesquisas acadêmicas produzidas no campo da Comunicação Social e as experiências de produção de mídia da sociedade civil, mercado e Estado. São aguardados representantes de aproximadamente 200 ONGs, movimentos sociais, empresas e universidades, configurando um público extremamente qualificado de pelo menos 15 Estados do País.

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TV pública: compromissos e regulamentação

Publicado por Processocom em Abril 29, 2009

Por ANTÔNIO ACHILIS, CLÁUDIO MÁRCIO MAGALHÃES, EVELIN MACIEL e EDIVALDO FARIAS

Temos uma pauta para cumprir para erigir uma TV pública democrática, plural, dedicada à formação da cidadania neste país

As TVS públicas do Brasil totalizam 3.300 emissoras e retransmissoras em todo o país e se preparam para dar o segundo passo em direção à sua definição de conceitos, papéis e responsabilidades. Será no 2º Fórum Nacional das TVs Públicas, em que vamos nos encontrar com nossos débitos e créditos e assinar promissórias com a sociedade.
No encerramento do 1º Fórum Nacional das TVs públicas, em maio de 2007, o presidente Lula recebeu a Carta de Brasília e os fundamentos do que viria a ser a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), cuja face mais visível é a TV Brasil.
Estava concluído, assim, o primeiro movimento para a construção do conceito da televisão pública brasileira, depois de intensas e longas discussões entre grupos temáticos, reunindo especialistas e realizadores. A Carta de Brasília enunciou princípios fundadores dessa televisão pertencente à sociedade, a ela subordinada e a ela dedicada. A lei que criou a EBC, embora limitada às emissoras do governo federal, inaugurou tais fundamentos, há muito consagrados entre nós, que fazemos televisão pública neste país nas suas diversas especificidades.
Do ponto de vista formal, foi um salto de 1967 a 2008. É preciso lembrar que o decreto-lei 236, de 1967, determina que as emissoras educativas existam só para transmitir aulas, palestras e debates. Que nem sequer recebam doações, mesmo que o doador permaneça anônimo. E esse decreto ainda está em vigor.
Portanto, temos uma pauta para cumprir para erigir uma televisão pública democrática, plural, dedicada à formação da cidadania neste país. E capaz de cumprir o estabelecido na Constituição Federal, em seus artigos 221 a 223, como não ocorre no segmento privado.
É por isso que, mais uma vez, o campo público de televisão, por meio de suas entidades representativas, se organiza em torno de um grande fórum de debates. Dessa vez, o 2º Fórum Nacional das TVs Públicas, convocado pelas entidades do setor para acontecer em maio, será uma instância oficial da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que o governo programa para dezembro.
Abepec (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais), ABTU (Associação Brasileira de Televisão Universitária), Astral (Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas) e ABCcom (Associação Brasileira de Canais Comunitários) se unem para um amplo debate das questões urgentes do setor, com o apoio inequívoco e fundamental do Ministério da Cultura e da EBC, a grande beneficiária do primeiro evento, e contando com a presença de entes públicos pertinentes aos temas, especialmente o Ministério das Comunicações e o Poder Legislativo federal.
Ao fim do 2º fórum, vamos nos empenhar para a implantação do que for aprovado e para entrarmos consistentes na prevista Conferência Nacional de Comunicação, outro anseio inarredável da sociedade. Há um alinhamento de fatores que torna especial e imperdível essa oportunidade. Qualquer evolução nesse campo depende da qualidade da democracia em funcionamento que, evidentemente, melhorou muito nos últimos 40 anos.
A implantação da transmissão digital terrestre, em curso, reduzirá os abismos tecnológicos existentes hoje entre as diversas emissoras e, na sequência, provocará revoluções no jeito de fazer e de usar televisão. A interatividade e a convergência de mídias apontam para o surgimento de novas verdades e novos parâmetros -acreditamos que para a construção da cidadania e do fortalecimento da educação libertadora. Por isso vamos demandar regulação, para que não nos faltem reconhecimento jurídico, compromissos democráticos e responsabilidades.
Por isso buscamos clareza na forma de financiamento, o indispensável acesso à multiprogramação e a criação de um instituto que se dedique à evolução da atividade.
Esse 2º fórum haverá de contribuir para que a sociedade se torne protagonista, ultrapasse a condição de meros consumidores e seja maior do que seus tutores em seus processos de reflexão.

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